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Reportagem exclusiva: primeira entrevista de Flordelis após ser denunciada

Reprodução/Youtube sbt jornalismo

Em entrevista a Roberto Cabrini, a primeira desde que foi acusada do assassinato do pastor Anderson do Carmo, a deputada federal Flordelis negou qualquer envolvimento no crime.

“Eu não matei, não fiz o que me acusam. Eu não fiz isso. Não é verdade, não é. É injusto ”, disse o deputado.

Cabrini então destacou que à medida que avançava a investigação Flordelis foi preso não só por causa de seu mandato na Câmara dos Deputados que lhe concedeu imunidade parlamentar, e perguntou: “Você sabe que tem que perder a imunidade parlamentar e isso significa que pode ser presa. Você está preparada para ser presa? ”

“Não, e eu não vou. Porque sou inocente e tenho certeza que minha inocência será provada nos próximos dias ”, respondeu ela. Flordelis também observou: “Não preciso ser presa. Não matei meu marido e nem precisei matar, por que me prender?”

Na última terça-feira (25), um dia após os investigadores apontarem o assassinato de Anderson, a deputada foi suspensa no PSD, partido para o qual foi eleita deputada e já estava sujeita à ação penal obrigatória.

A jornalista também comenta uma entrevista que o pastor concedeu poucas horas após o assassinato de seu marido, em que culpava o crime de violência na cidade e até levantava a possibilidade de roubo.

Flordelis explicou que ela estava sob sedação. “Cabrini, só me lembro de algumas coisas. Achei que fosse um roubo. [Para a polícia, você era uma farsa] Cabrini, eu estava sob efeito de um sedativo.

Questionada sobre as mensagens de texto indicadas no inquérito policial como prova de que ela inventou o crime, a substituta negou tê-las escrito e enviado aos filhos, e disse que todos os moradores de cada uma delas tinham acesso ao seu celular.

“Não existe tal coisa. Se eu quisesse me separar, eu me separaria. Eu nunca chamaria meu marido de “ansiedade”. Esta mensagem não foi escrita por mim. [Então, quem enviou, se não foi você? Se for o seu celular] Eu quero que a Justiça saiba. Meu celular é um celular social, todos tem acesso!

De acordo com o relatório final da investigação, no dia 13 de outubro de 2018, Flordelis mandou uma mensagem para seu filho André disse: “Quanto tempo teremos de suportar? É só uma questão de tempo, cara, me salve. Por meu amor.”

A investigação também aponta para uma troca de mensagens em que um parlamentar pede a sua filha Marza que instrua seu filho Lucas a cometer um crime. “Ele simula roubo. Aproveite que ele foi ao Rio e espera a volta dele”, sugere o suplente no texto.

Roberto Cabrini também teve acesso à casa da família onde o pastor mora com grande parte das 55 crianças e que serve de cenário para o inquérito policial. Numa espécie de reconstituição do crime, Flordelis contou detalhes do dia em que seu marido foi assassinado.

“Eu não vi isso. Quando saí, meu filho já havia me avisado que haviam saído de carro para levá-lo ao hospital. [Não seria normal você se aproximar do corpo?] Eu estava longe demais. Até eu chegar, todo aquele grito, aquele grito do terceiro andar, aquele grito até a minha chegada, era o momento em que ajudavam o meu marido, o deputado se desculpou, pedindo para não ajudar o marido que havia levado 30 tiros.

Para Flordelis, ele é o alvo da injustiça. “Eu preciso saber quem matou meu marido. Se eu soubesse, estaria falando aqui e agora. Porque quem matou meu marido está envergonhando minha vida. ”

Fonte: Youtube/SBT Jornalismo