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Piloto de helicóptero alega ter contribuído na morte de líderes do PCC, após ser torturado

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Foto: UOL

Felipe Ramos Morais, de 33 anos, é piloto de helicóptero. Segundo o piloto ele foi torturado por intregantes do PCC ( Primeiro Comando da Capital), em uma favela do Guarujá, a Baixada Santista. Isto ocorreu em 13 de janeiro de 2018, um mês antes de transportar a morte de líderes da facção criminosa, o PCC.

No dia quatro deste mês a mãe do piloto a advogada Mariza Almeida Ramos Morais, solicitou a soltura do filho. A advogada mostra informações sobre a tortura sofrida por Morais, fotos das lesões e hematomas pelo corpo do piloto.

A advogada em sua petição alega que o narcotraficante Wagner Ferreira da Silva, conhecido como cabelo duro, foi o mesmo comandante do assassinato do Gegê e Paca, e mandante também das torturas feitas com o piloto, por motivos que Morais não tinha mais intenção de realizar serviços aéreos para a facção.

Morais foi internado logo após ser torturado, no hospital Ana Costa, no Guarujá. A Polícia Militar foi acionada. O PM Rodrigo Guesse do Santos, foi a unidade médica para conversar com o piloto, logo em seguida, o PM foi a delegacia e narrou todo o ocorrido ao delegado Mário Olinto Junqueira de Oliveira Filho.

A advogada Mariza Morais, em sua petição, relatou que doze dias depois o “Cabelo Duro” líder da facção, foi até a sua empresa procurar o seu filho e voltou a ameaça-lo. Segundo a advoga ele menciona que a tortura foi apenas um aviso e que se Morais deixasse de prestar serviços ele iria caçar toda a sua família.

Mariza também acrescentou no pedido de habeas corpus que o piloto Felipe Ramos Morais havia ficado com medo e por isso havia obedecido as ordens do narcotraficante “Cabelo Duro” para que prestasse outro serviço em Fortaleza, no dia 14 de fevereiro, Paca e  Gegê foram encontrado mortos na região Metropolitana de Fortaleza em uma aldeia indígena.

No entanto, logo após, a morte do Cabelo Duro, o piloto fugiu para Portugal. A sua audiência havia sido marcada para esta segunda-feira (24), por duplo homicídio, a audiência seria por vídeo conferência, mas foi adiada para outra data ainda não definida.

Fonte: UOL