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Grupo antiaborto chamou de ‘assassinos’ médicos que atenderam menina de 10 anos abusada por tio.

Foto: G1

Os ativistas antiaborto fizeram manifestação em frente ao hospital onde a menina de 10 anos estaria internada, a qual engravidou ao ser abusada pelo tio. A menina teve atendimento negado e teve que viajar para outro estado, onde irá se submeter a procedimentos autorizados pela justiça. A menina esclareceu que estava sendo abusada desde seus seis anos.

O destino da menina era sigiloso, no entanto, foi desvendado, umas das responsáveis foi a bolsonarista  Sara Giromini, a bolsonarista teria divulgado o primeiro nome da criança em seu twitter, porém o texto foi removido pela administração da rede social, que já havia sido bloqueada por ordem judicial.

Sara Giromini foi presa pela  Policia Federal na apuração dos atos antidemocráticos, no Distrito Federal. A bolsonarista já havia trabalhado como coordenadora-geral de Atenção Integral à Gestante e à Maternidade do Ministério da Família, Mulheres e Direitos Humanos, por indicação da Ministra Damares Alves.

Segundo a coordenadora do hospital um grupo de fundamentalistas religiosos cercaram a unidade médica e chamo-os de assassinos. Já um outro grupo de defesa dos direitos sexuais e reprodutivos foi ao local para tentar impedir os ativistas religiosos a não invadirem o local.

A coordenadora não soube ao certo quantas pessoas haviam na manifestação, mas em vídeo apresenta ter cerca de 40 pessoas no grupo antiaborto.

Em vídeos que circulam na internet mostram os ativista tentando invadir o hospital, já em um outro vídeo mostra o mesmo grupo fazendo uma oração para a interrupção do aborto, os demais manifestantes criticam a atitude.

O hospital acionou a polícia do estado, segundo informações da coordenadora os seguranças devem se manter na entrada até que a menina tenha alta. Ela afirma que o procedimento exige internamento de um dia, mas a menina deve ter alta e ser liberada para o Espirito Santo assim que tiver garantia no seu estado de saúde.

 

Fonte: Extra